segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PARA REFLETIR

PARA REFLETIR!

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), é a máxima expressão conceitual absorvida durante os anos de aprendizado. 
Nos cursos de graduação e também em algumas especializações no Brasil, é um trabalho científico a ser pesquisado, no qual o aluno ressalta especificamente uma temática que contribua no avanço científico e tecnológico daquele colegiado.
Assim, o projeto de pesquisa é muito importante para o crescimento acadêmico e intelectual do sujeito.
Mesmo com muitos obstáculos, o TCC possui regras que obrigatoriamente devem ser executadas e formatadas, pois é com ele que se pode conseguir detectar algumas qualidades que farão com que o cursista seja um bom profissional, autônomo, investigativo, e flexível.
É importante que a escolha do tema esteja relacionado com os interesses e afinidades do pesquisador. Dessa forma, a dedicação e aprofundamento no assunto fluirá melhor e tranquilamente.
Na Educação Especial, o objetivo desta mudança é que a inclusão se estabeleça como premissa básica, ao ser reconhecida como uma questão de direitos. Consequentemente, esse fato vem promovendo novos valores e práticas inclusivas (DUTRA; GRIBOSKI, 2007).
Nesse sentido, é necessário escolher um campo que ainda não totalmente pesquisado, pois assim a notoriedade é melhor percebida.
Especificamente, em nosso curso, o Atendimento Educacional Especializado (AEE), coloca em questão o estudo de caso, e qual necessidade educacional específica deve ser dada ao caso, certos em elaborar estratégias que auxiliem em uma educação para todos.

Referência
DUTRA, C. P.; GRIBOSKI, C. M. Educação Especial: a travessia na tempestade. In: Ensaios Pedagógicos: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, p.13-22, 2007.


terça-feira, 8 de julho de 2014

PRANCHAS DE COMUNICAÇÃO


1. Atividade: Pranchas de comunicação

2. Público a que se destina: crianças e adultos com autismo, ou qualquer outro público com limitação na linguagem oral.

3. Local de utilização: todos os ambientes escolares e social.

4. Representação visual do recurso utilizado:



5. Descrição da atividade: O PECS (Picture Exchange Communication System) é um método de comunicação alternativa que através de trocas de figuras melhora o aspecto comunicacional do aluno. 
É uma ferramenta valiosa tanto na vida das pessoas com autismo que não desenvolvem a linguagem falada, dificuldades ou limitações na fala.
Trata-se de uma prancha com figuras que o educador promove o sistema de comunicação através de trocas, isto é, é realizado um treinamento aumentativo e alternativo para ensinar pessoas com autismo a se comunicar.
Não requer materiais complexos, mesmo que esta ferramenta exista para baixa ou alta tecnologia, pois sua meta permite uma multiplicidade de vários ambientes para desenvolver a comunicação e interação.
Inicialmente o aluno é ensinado a trocar uma figura por um item desejado, imediatamente satisfaz seu pedido e com o tempo poderá solicitar sem o auxílio das imagens.

6. Quais intervenções o professor do AEE poderá realizar para efetivar o desenvolvimento do aluno com esta atividade:
       É nítido, e comprovado, que a utilização desta ferramenta melhora as habilidades comunicativas e pedagógicas desse público. Portanto, o professor deverá sistematizar os comportamentos verbais funcionais a cada estímulo e reforço, o que com implicará na construção de uma comunicação verbal independente.

Referência

Tecnologia Assistiva – Miryam Pelosi - http://www.comunicacaoalternativa.com.br/ [acesso em 07/07/2014].

domingo, 20 de abril de 2014

Diferenciando Surdocegueira de Deficiência Múltipla (DMU)


SURDOCEGUEIRA
DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
No que se diferenciam?
Deficiência única, subdividida em quatro categorias:
· Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
· Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
· Indivíduos que se tornaram surdocegos;
· Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira prematuramente, e  não desenvolvem linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas para compreensão de mundo.
Deficiência múltipla,
conjunto de duas ou mais deficiências associadas de ordem física, intelectual, sensorial dentre outras.
Quais são as necessidades básicas?
Devido às combinações das perdas visuais e auditivas que apresentam, é necessário incentivar e ensinar a pessoa com surdocegueira como utilizar  sua visão e audição residuais, os sentidos remanescentes,  assim como um mediador bem próximo para interação com o seu redor.
Associações diversas de deficiências que afetam o funcionamento individual e o relacionamento social, portanto suas necessidades dependem das necessidades peculiares de cada um.
Quais estratégias que são utilizadas para aquisição de comunicação?
Interlocutor para:
· antecipar o que vai acontecer;
· estimulá-la a se comunicar;
· confirmar se está interpretando as informações;
· comunicar o que ocorre no ambiente.
· Um mediador para ampliar o conhecimento do mundo, criar autonomia e independência.
· Realizar a adequação postural para que se possa fazer uso de gestos ou movimentos com a intenção efetiva de comunicação.

Referências Bibliográficas
BLAHA, Robbie. Calendários - Para Alunos com múltiplas deficiências Incluindo surdocegueira. Escola Texas para Cegos e com Baixa Visão – 2003. Tradução em 2005 – Projeto Horizonte. Tradução: Márcia Maurilio Souza. Revisão: Shirley Rodrigues Maia e Lília Giacomini.
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).
ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Texto sobre Pessoas com Surdez

A Língua Brasileira de Sinais e o paradigma linguístico educacional
                                                                             

As discussões a respeito do sucesso ou o fracasso das práticas socioculturais e pedagógicas específicas para a Pessoa com Surdez (PS) são debatidos há algum tempo, principalmente entre as vertentes gestualistas e oralistas devido ao entrave na aceitação de uma língua ou de outra.
Para Syder (1997, p.1) “O desejo de expressar é vital e origina-se dos esforços em satisfazer tanto as necessidades de ordem física quanto emocional.”; neste sentido interagir socialmente beneficia a sobrevivência, proteção e estimulação através da comunicação.
A Educação Inclusiva no Brasil tem desencadeado movimentos em defesa dos direitos para todos, neste percurso observa-se a ampliação nas concepções pedagógicas, sociais e culturais. Assim, a PS passou e passa por confrontos epistemológicos de “deficiente”, principalmente nos embates políticos para concretização da inclusão, pois ainda há profissionais que acreditam que a perda sensorial reduz o potencial humano de ser em sociedade deste sujeito (ALVEZ; FERREIRA; DAMÁZIO, 2010).
Hoje, essa realidade do ponto de vista político tem na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva Inclusiva (2008) diretrizes fundamentadas no direito humano, equidade e diferença como valores indissociáveis, e traz a abordagem bilíngue para a pessoa com surdez no sentido de oportunizar “[...] características e status próprios, no qual cognitivamente se organiza e estrutura o pensamento e a linguagem nos processos de mediação simbólica...” (DAMÁZIO; FERREIRA, 2010).
Neste aspecto, a comunicação e interação encontram-se abertas, permitindo que cada língua tenha seu espaço; portanto, as segregações entre surdos e ouvintes são abatidas, instituindo qualquer ambiente estimulador e favorável para explorar as capacidades e garantir uma comunicação pragmática e significativa.
De fato a Língua Brasileira de Sinais (Libras), como acessibilidade comunicacional, por si só não garante diálogos significativos, pois a sociedade não está preparada a compartilhar esta língua por não conhece-la e muito menos desejar aprender.
Segundo Damázio e Ferreira (2010) é preciso romper as ideias focadas na língua ora como gestualismo, ora como oralismo; certo de que a língua natural da PS é a Libras e o acesso a Língua Portuguesa escrita constitui língua de instrução, por isso as escolas não podem gerir suas práticas somente nesta questão promovendo o fracasso escolar, porque é preciso conceber o bilinguismo como identidade à cultura surda, com todo seu potencial e não somente na constituição de sua subjetividade, mas também na forma de aquisição e produção de conhecimento.
Alvez, Ferreira e Damázio (2010) relatam que constituir o bilinguismo nos remete aos anseios do cotidiano da sociedade e essencialmente da PS, no entanto, não somete a escola, como já foi mencionado, como também todos os ambientes devem romper com a confusão nas práticas pedagógicas e não cair no bimodalismo.
É necessário então, que seja propiciado a estas pessoas um ambiente educacional estimulador, onde a criação de situações desafiadoras possa desenvolver suas capacidades cognitiva, perceptiva e linguística, mediadas por experiências significativas que desenvolvam as suas potencialidades das mais variadas formas. Neste sentido a escola precisa rever suas concepções, seu papel na educação dos alunos surdos, modificar sua prática pedagógica na direção de um paradigma inclusivo onde o respeito pelas diferenças é primordial (ALVEZ; FERREIRA; DAMÁZIO, 2010).
Dessa forma, ao adotar ações que contribuam para comunicação que envolva a LIBRAS e que vise o acompanhamento do conteúdo oficial da escola, das atividades socioculturais e o cotidiano desenvolvem a competência linguística e textual para que todos tenham acesso, respeitando a sua aquisição com naturalidade.

Referência Bibliográfica

ALVEZ, C. B.; FERREIRA, J. de P.; DAMÁZIO, M. M. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez. Brasília: Ministério da Educação, 2010.


DAMÁZIO, M. M.; FERREIRA, J. de P. Educação de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção. In: Revista da Educação Especial / Secretaria de Educação Especial. v.5, n.1 (jan/jul) – Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2010.



SYDER, Diana. Introdução aos Distúrbios de Comunicação. Rio de Janeiro: Revinter, 1997.